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15:58 · 20 de maio de 2026

Bolsa em Português: JMT é destaque de maio

Letreiro do Pingo Doce

A Jerónimo Martins é a ação em destaque nesta edição da Bolsa em Português. No primeiro trimestre de 2026, a empresa registou um crescimento de 6,3% nas vendas para €8,9 mil milhões, enquanto o EBITDA aumentou 8,4% para €572 milhões. Apesar da descida de 6,8% no lucro líquido, os resultados evidenciaram a capacidade do grupo em continuar a expandir a operação, reforçar margens em algumas geografias e manter um forte ritmo de investimento e desenvolvimento da rede.

Assista à análise completa de Henrique Tomé no vídeo abaixo ou continue a leitura para uma análise detalhada da Jerónimo Martins.

Resultados do 1T26: crescimento operacional apesar da pressão no lucro

Resultados da Jerónimo Martins no 1T26
 

As vendas líquidas atingiram €8.904 milhões no primeiro trimestre de 2026, representando um crescimento de 6,3% face ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA aumentou 8,4% para €572 milhões, enquanto o EBIT subiu 9,4% para €272 milhões.

Apesar da evolução operacional positiva, o lucro líquido recuou 6,8% para €119 milhões. Segundo a apresentação, a queda nominal do lucro reflete uma compressão na conversão do crescimento das vendas em resultado líquido final.

Crescimento das vendas e evolução operacional no 1T26

Crescimento das vendas e evolução operacional da Jerónimo Martins no 1T26
 

A margem bruta situou-se em 21,0%, enquanto os custos financeiros líquidos aumentaram para €99 milhões, face aos €71 milhões registados no primeiro trimestre de 2025.

Motores de crescimento da JMT: volume, expansão e sensibilidade ao preço

A empresa destacou três fatores principais para o crescimento operacional:

  • Volume e consumidores: o retalho alimentar continua dependente da afluência em loja, ticket médio e perceção de preço pelo cliente.
  • Preço e inflação: necessidade de separar o efeito nominal da inflação alimentar do ganho real de quota de mercado.
  • Expansão da rede: aberturas líquidas, remodelações e maturação de lojas continuam a suportar o crescimento acima do mercado.

Polónia, Portugal e Colômbia: os mercados mais relevantes

A Biedronka continua a ser o principal motor de receitas e o ativo mais determinante para o crescimento consolidado do grupo. Na Polónia, o comportamento do consumidor e a inflação alimentar continuam a ser fatores determinantes para o desempenho operacional.

A empresa destacou ainda a importância de acompanhar:

  • sinais de tráfego e like-for-like (LFL);
  • intensidade promocional e elasticidade ao preço;
  • impacto de pequenas alterações de margem na leitura consolidada do grupo.

Em Portugal, o Pingo Doce e o Recheio continuam a representar a base doméstica relevante para geração de caixa, visibilidade e disciplina operacional. A empresa refere que a dinâmica promocional permanece intensa e que os consumidores continuam altamente sensíveis ao preço.

Na Colômbia, a Ara mantém-se como o principal veículo de crescimento do grupo, combinando expansão da rede com maturação gradual das margens.

Ara e Hebe destacam-se na evolução das margens

A Ara registou um crescimento de vendas de 23,6%, atingindo €959 milhões. A margem EBITDA subiu para 4,6%, face aos 3,5% registados no primeiro trimestre de 2025, impulsionada pelo aumento de escala e pela gestão rigorosa de custos.

Durante o trimestre, a Ara abriu mais 51 lojas.

Já a Hebe apresentou uma recuperação significativa da rentabilidade. A margem EBITDA atingiu 6,7%, comparando com 2,0% no mesmo período do ano anterior. Segundo a empresa, esta evolução foi suportada pelo foco no mix de vendas e no canal de e-commerce.

A Hebe terminou o trimestre com 408 lojas.

Marca própria mantém peso relevante nos vários mercados

O grupo realizou um total de 318 novos lançamentos no trimestre, reforçando a confiança na qualidade e no preço dos produtos.

Distribuição dos lançamentos:

  • Biedronka: 174 lançamentos no 1T26, com peso de 38%;
  • Pingo Doce: 69 lançamentos no 1T26, com peso de 29%;
  • Ara: 48 lançamentos no 1T26, com peso de 41%.

Dividendos e investimento mantêm-se em foco

A Jerónimo Martins aprovou o pagamento de um dividendo de €0,65 por ação, num montante total de €408,5 milhões, com pagamento agendado para 12 de maio de 2026.

O investimento (capex) no trimestre totalizou €208 milhões.

A empresa registou ainda um cash flow negativo de €428 milhões, descrito como alinhado com a sazonalidade pós-Natal.

Os principais riscos para os próximos trimestres

A empresa identificou vários fatores a acompanhar ao longo do segundo trimestre de 2026:

  • mudanças no comportamento do consumidor;
  • custos operacionais acima do crescimento das vendas;
  • volatilidade macroeconómica e cambial, nomeadamente do zloty e do peso colombiano.

Análise Técnica da JMT.PT

Gráfico de ações da JMT.PT
Aplicação da XTB

O mês de Maio aproxima-se de um dos piores meses em relação aos anteriores. Depois de vários meses a consolidar a quebra em baixa desta zona acabou por dar origem a novas pressões de baixa.

No entanto, devemos observar atentamente a reação do preço das ações perto da zona dos 16 euros, visto que a linha de tendência de alta tem sido respeitada desde 2013 e adicionalmente esta zona é também reforçada pelos níveis de fibonacci nos 61.8%.

Conclusão

Os resultados do primeiro trimestre de 2026 mostram um crescimento das vendas e uma evolução operacional positiva em várias geografias do grupo, com destaque para a Biedronka, a Ara e a recuperação de rentabilidade da Hebe.

Ao mesmo tempo, a empresa continua exposta à evolução do comportamento dos consumidores, à intensidade promocional nos diferentes mercados e à volatilidade cambial, fatores identificados como relevantes para os próximos trimestres.

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