07:52 · 21 de julho de 2026

Gráfico do dia:Nasdaq

Principais conclusões
Principais conclusões
  • Os futuros do Nasdaq 100 estão a recuperar quase 1,2%, mas continuam aproximadamente 6,5% abaixo do seu pico recente.
  • As ações globais do setor dos semicondutores estão a tentar quebrar a sua recente série de perdas.
  • Durante as anteriores ondas de vendas, o índice recuperava normalmente para acima da MME de 50 dias no espaço de apenas algumas sessões de negociação.

Os investidores ficaram preocupados com a subida dos preços do petróleo, o que contribuiu para o enfraquecimento da dinâmica das ações relacionadas com infraestruturas de IA. Esta situação pesou sobre o sentimento no Nasdaq, que se encontra agora cerca de 6,5% abaixo dos seus máximos recentes e continua muito aquém mesmo de uma correção técnica modesta.

Factos-chave

  • As ações do setor tecnológico na Ásia recuperaram, liderando as subidas no Kospi da Coreia do Sul e no Nikkei 225 do Japão, enquanto os futuros europeus apontam para uma abertura em alta.
  • Os mais recentes relatórios de resultados da ASML e da TSMC — dois dos principais pilares do mercado em alta da IA — destacaram um dinamismo excepcionalmente forte e a rápida expansão contínua dos seus negócios.
  • O Goldman Sachs alertou que, caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado até ao final do ano, o petróleo Brent poderá subir para 120 dólares por barril.
  • Canais diplomáticos avançaram com negociações sobre um possível cessar-fogo de 10 dias, aumentando as esperanças de um alívio temporário das tensões no Médio Oriente.
  • O rácio P/E futuro do S&P 500 situa-se apenas ligeiramente acima da sua média de cinco anos, sugerindo que as valorizações se mantêm próximas das normas históricas, apesar da recente recuperação.
  • De acordo com a FactSet, espera-se que as empresas do S&P 500 registem um crescimento do EPS de quase 30% em termos homólogos neste trimestre, enquanto o próprio índice registou uma valorização de cerca de 18% no mesmo período.
  • A volatilidade no Nasdaq 100 deverá manter-se elevada esta semana, com a Tesla e a Alphabet a apresentarem os seus resultados após o fecho do mercado na quarta-feira.
  • Antes do início da sessão nos EUA, a 3M e a Charles Schwab divulgarão os seus resultados trimestrais, enquanto a agenda macroeconómica dos EUA para hoje é muito escassa, não se prevendo a divulgação de dados significativos que, por si só, possam impulsionar a volatilidade do mercado.
  • A atenção dos investidores está a centrar-se cada vez mais na época de divulgação de resultados e na evolução das relações entre os EUA e o Irão, bem como no clima geopolítico mais alargado em todo o Golfo Pérsico.
  • A Intel divulgará os seus resultados após o fecho de quinta-feira, podendo estes revelar-se particularmente importantes para o setor dos semicondutores, que tem estado sob forte pressão nas últimas semanas.

Gráfico do US100 (período de tempo D1)

Desde o sell-off desencadeado pela guerra comercial e pelo enfraquecimento do dinamismo do mercado entre fevereiro e abril de 2025, o Nasdaq 100 passou mais de uma semana abaixo da sua média móvel exponencial de 50 dias (linha laranja) apenas em contadas ocasiões. Com exceção de março de 2026, quando o conflito entre os EUA e o Irão se intensificou, o índice tem recuperado consistentemente para acima desta média móvel no espaço de algumas sessões de negociação. Se um padrão semelhante se repetir, os otimistas terão de reconquistar as resistências em torno dos 29 500 e 30 000 pontos. O suporte mais importante situa-se na zona dos 28 900-29 000, onde surgiu anteriormente interesse de compra. Uma quebra decisiva abaixo desta zona poderá abrir caminho para uma descida em direção aos 26 500 pontos, perto dos máximos registados em janeiro de 2026.

Fonte: xStation 5

Henrique Tomé

Analista XTB

Henrique Tomé é analista de mercados financeiros, trader e investidor, com especialização em análise macroeconómica e no impacto desta nas diferentes classes de ativos. As suas análises e perspetivas sobre a evolução económica têm sido destacadas e reconhecidas por meios de referência nacionais e internacionais, incluindo o Financial Times.

É formado em Finanças e Contabilidade e possui uma pós-graduação em Mercados Financeiros e Gestão de Risco pela Nova SBE.

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