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13:05 · 20 de março de 2026

Destaques da semana que vem (23-29 Março)

Principais conclusões
Principais conclusões
  • Escalada do conflito entre Israel e Irão, com ataque ao campo de gás South Pars

  • Mercados estabilizam após declarações de Benjamin Netanyahu; foco no Estreito de Ormuz

  • Bolsas em queda (4ª semana); pressão de energia + tom hawkish da Reserva Federal

  • Dados mistos: inflação (PPI) acima do esperado, desemprego a cair nos EUA

  • China com dados fortes; Japão e Austrália com bancos centrais hawkish

  • Nova Zelândia com crescimento económico fraco

  • Sentimento económico cai fortemente na Europa

  • Banco Central Europeu e Banco de Inglaterra mantêm taxas mas reforçam preocupação com inflação

  • Destaques da semana que vem: inflação na Austrália e Reino Unido + PMI nos EUA

  • Expectativa de inflação persistente e juros elevados por mais tempo

A semana que agora termina nos mercados

A semana ficou marcada por uma escalada do conflito entre Israel e Irão, destacando-se o ataque israelita ao campo de gás de South Pars, uma infraestrutura crítica para o fornecimento energético global. Apesar da tensão, os mercados reagiram positivamente às declarações de Benjamin Netanyahu, que afirmou que a operação decorre como planeado e que grande parte da capacidade de mísseis iraniana foi destruída. Indicou ainda sinais de fragmentação interna no regime iraniano, sugerindo possíveis conflitos entre facções.

O Estreito de Ormuz voltou a estar no centro das atenções, com Europa e Japão a admitirem envolver-se em missões de estabilização e segurança da navegação. Ambos reforçaram, em comunicado conjunto, a disponibilidade para agir no sentido de estabilizar os mercados energéticos e garantir a passagem segura nesta rota crítica.

EUA

Os mercados acionistas americanos deverão encerrar esta semana em baixa, pela quarta semana consecutiva. Os preços elevados da energia, decorrentes do conflito no Médio Oriente, e as perspetivas cautelosas da Reserva Federal (Fed) limitaram o impulso de alta. As ações recuperaram parte das perdas registadas no final da semana, à medida que as tensões geopolíticas diminuíram ligeiramente, com o recuo do petróleo e o surgimento de sinais diplomáticos.

No entanto, o panorama geral continua a ser de cautela, com os principais índices a serem negociados abaixo dos máximos recentes, impulsionados por preocupações geopolíticas e pela incerteza quanto à trajetória das taxas de juro. A Fed manteve as taxas de juro estáveis no intervalos dos 3,50-3,75% numa decisão com um tom hawkish, à medida que os decisores políticos reviram em alta as previsões de inflação.

O índice de preços no produtor (PPI) dos EUA subiu 0,7% em termos mensais em fevereiro, excedendo significativamente o consenso de 0,3%, com o PPI subjacente também a superar as expectativas, em 0,5%. Os pedidos iniciais de subsídio de desemprego caíram 8.000 em relação à semana anterior, para os 205.000.

Ásia

A produção industrial da China subiu 6,3% em termos homólogos no período de janeiro a fevereiro, bem acima do consenso de 5,1%. As vendas a retalho também registaram um forte crescimento, subindo 2,8%. O investimento em ativos fixos na China recuperou fortemente, subindo 1,8% em janeiro-fevereiro, superando significativamente o consenso de -0,4%.

O Japão registou um excedente comercial significativo de 57,3 mil milhões de ienes em fevereiro, uma reviravolta massiva em relação ao défice anterior e muito acima da previsão de consenso de -483,2 mil milhões de ienes. O Banco do Japão  manteve as taxas inalteradas nos 0,75%, tal como esperado. A conferência de imprensa do governador Ueda, realizada durante o horário de Londres, revelou-se moderadamente hawkish.

O RBA aumentou a sua taxa oficial de juro em 25 pontos base (pb) para os 4,10%, tal como esperado, e mostrou-se hawkish.

O relatório de emprego australiano de fevereiro revelou-se misto, com o emprego a aumentar em 48.900 postos de trabalho, um valor superior ao esperado, superando o ganho previsto de 20.000. No entanto, a taxa de desemprego subiu de 4,1% para 4,3%

O produto interno bruto (PIB) da Nova Zelândia cresceu uns modestos 0,2% em termos trimestrais no quarto trimestre, ficando aquém da previsão consensual de 0,4%.

Europa

O índice de sentimento económico ZEW da zona euro desceu inesperadamente para -8,5 em março, uma queda acentuada face aos 39,4 anteriores e ficando significativamente aquém do consenso de 24.

O Banco Central Europeu manteve a taxa de depósito inalterada nos 2%, tal como esperado, mas as projeções atualizadas do pessoal e a análise de cenários apresentaram revisões significativas em alta para a inflação.

O Banco de Inglaterra manteve as taxas inalteradas nos 3,75%, tal como esperado, mas o tom geral foi mais hawkish do que o esperado.

Destaques da semana que vem

Austrália: Índice de Preços no Consumidor

Data: quarta-feira, 25 de março, às 00h30 GMT

Em janeiro, as pressões inflacionistas aumentaram no início do ano, com o IPC geral a manter-se estável nos 3,8% em termos homólogos em janeiro, igualando dezembro, mas superando as expectativas de 3,7%. Olhando para o relatório de fevereiro, as expectativas apontam para que a inflação geral suba para cerca de 3,9% em termos homólogos.

Esta publicação surge na sequência da subida de taxas de juro por parte do RBA para 4,10%, refletindo preocupações com a inflação persistente e riscos de subida decorrentes do aumento dos preços da energia associado ao conflito no Médio Oriente. Os números de fevereiro irão influenciar a posição do RBA antes da reunião de maio, mas serão substituídos pela atualização trimestral de março e da inflação do primeiro trimestre  a 29 de abril, imediatamente antes da decisão de 5 de maio.

O mercado de taxas australiano reflete atualmente um aperto de 18 pb para a reunião do Conselho do RBA em maio. A mais longo prazo, estão descontados aumentos de 67 pb para o resto de 2026, o que está em sintonia com as expectativas de mais três aumentos de 25 pontos base este ano, o que elevaria a taxa de juro de referência do RBA para 4,85% – um nível que não se via há 17 anos, desde novembro de 2008.

EUA: PMIs Flash da S&P

Data: terça-feira, 24 de março, às 13h45 GMT

Na última leitura de fevereiro, o PMI Composto dos EUA da S&P Global recuou para 51,9, face aos 53,0 registados em janeiro. Isto marca a expansão mais lenta do setor privado em 10 meses, refletindo uma procura mais fraca, preços elevados, tarifas e perturbações meteorológicas.

Tanto o subíndice da indústria transformadora (51,6) como o dos serviços (51,7) moderaram, com as novas encomendas a enfraquecerem e o crescimento do emprego a permanecer marginal, apesar das expectativas empresariais mais firmes. A leitura preliminar de março oferece um primeiro retrato da atividade do primeiro trimestre face às pressões contínuas sobre os preços da energia e à incerteza geopolítica decorrente do conflito no Irão. As previsões situam-se entre os 51,5 e 52,0, sugerindo uma expansão modesta acima de 50, mas com um impulso limitado.

O mercado de taxas dos EUA deverá terminar a semana com os investidores a verem poucas hipóteses de cortes antes de meados de 2027, uma vez que os riscos de inflação decorrentes do conflito no Médio Oriente mantêm a Fed com pouca margem.

Reino Unido: IPC de fevereiro

Data: quarta-feira, 25 de março, às 07h00 GMT

Em janeiro, o IPC geral abrandou para 3% em termos homólogos, face aos 3,4% registados em dezembro, em linha com as expectativas. A inflação mais moderada nos alimentos, transportes e bebidas não alcoólicas ajudou a compensar as pressões mais persistentes nos serviços. A inflação subjacente recuou ligeiramente de 3,2% para 3,1%, o seu nível mais baixo desde agosto de 2021.

Antecipando o relatório de fevereiro, as expectativas apontam para que a inflação geral suba ligeiramente para os 3,1% em termos homólogos, com a medida subjacente também a dever subir ligeiramente para os 3,2%. Isto surge antes do recente aumento dos preços da energia decorrente do conflito no Médio Oriente e da reunião do BoE sobre as taxas de juro desta semana. O BoE manteve as taxas inalteradas em 3,75%, tal como esperado, mas o resultado global foi mais hawkish do que o esperado, com uma votação de 9 a 0.

O BoE descartou todas as orientações anteriores e limitou-se a afirmar que o Comité de Política Monetária continuará a acompanhar de perto a situação no Médio Oriente e o seu impacto no abastecimento energético global e nos preços da energia. O mercado de taxas do Reino Unido termina a semana a prever 64 pontos base de subidas das taxas do BoE até ao final de 2026.

Agenda de Webinars para a semana que vem

  • 23/03 às 13h30 - Análise Semanal com Henrique Tomé
  • 23/03 às 21h00 - Webinar especial com Eugénio Filho
  • 24/03 às 13h30 - Abertura do Mercado Americano com Vítor Madeira
  • 25/03 às 13h30 - Abertura do Mercado Americano com Nuno Mello
  • 26/03 às 13h30 - Abertura do Mercado Americano com João Cruz
  • 26/03 às 21h30 - Webinar especial com Rodrigo Jasmins
  • 27/03 às 13h30 - Abertura do Mercado Americano com Henrique Tomé
20 de março de 2026, 07:17

Calendário económico: Relatório da inflação na Alemanha e Canadá em destaque

19 de março de 2026, 14:12

Conferencia de Christine Lagarde(LIVE)

19 de março de 2026, 13:29

Última Hora: BCE deixa taxas inalteradas: 📊

19 de março de 2026, 13:00

US100 cai depois de dados macro mais fortes 🚩

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